No largo
Na incerteza do destino
Caminha o viandante
Que acordou na madrugada
Antes do sol na linha do horizonte
Pelo caminho
Semeia o que produziu em sua sobrevida
Tem um pé no passado
E outro firme no presente
De olho no futuro inalcançável
Esse desespero em fugir do presente
Essa água profunda e fria da realidade
Que depende do futuro para secar feridas
E do passado para enterrá-las

Sob os caminhos da vida…

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