O lobo perdeu pelos
Saiu das savanas, dos bosques
Abandonou a liberdade dos campos
Agora é bípede
Veste terno
Incorporou a linguagem
E vive a espreitar em cada esquina
Os humanos
Desde então
Instaurou-se a confusão
Ninguém mais sabe
Se o lobo
É o homem do próprio lobo
Ou se o homem
É o lobo do próprio homem



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