Dédalo!
Teu ciúme
Tua inveja
São uma mancha
Na honra de
Teus ancestrais
Como Erecteu
Mataste Talos
Sangue de teu sangue
Carne de tua carne
Filho de tua irmã
Sobrinho teu
A morrer exangue
Pois mais que tu
O talento brilhou.
Por isso saiu em exílio
Até Creta onde
Sofreu teu martírio
Com Ícaro imprevidente
Perdendo equilíbrio
Desabando do céu
E assim soubeste
O quando dói
A ausência e a perda
De um filho
E desenhou-se
A saudade

Amarga como fel.

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