No dia a dia  faço anáforas  
No dia a dia sou o agora
No dia a dia faço hora
O amor faz metáfora
Queimando como o fogo
O peito de dentro para fora
Com entusiasmo
Subindo para cima
Sou pleonasmo
Sem que isso me amole
Entre rios de lágrimas
Sou hipérbole
Sou eufemismo
Quanto aos defeitos
De mim mesmo
Na leitura minha
Lendo Nietzsche e Saramago
Sou metonímia
Foi prosopopeia
A formiga contar triste
Para a cigarra cantante
Sua epopeia
Quando vi o hipérbato
Andava na calçada
O homem barbado
Embora esquece
As pessoas somos
Vitimas da silepse

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