Quantas vezes trememos
No silêncio da escuridão
Onde um grito opresso
Estanca a garganta
E a criança interna
Quer chamar os pais
Quer o calor e o aconchego
De um colo,
De um cenho macio…
Pois que viver é um perigo,
Em cada esquina um desafio,
Em cada desafio um amadurecer,
E cada amadurecer um encontro,
Em cada encontro um novo medo,
Pois que as pessoas assustam…
E a criança que é só meiguice e candura
Busca o exílio do mundo adulto, alienado
Escondendo-se da multidão
Dentro dela mesma
Mergulhada em busca de seus lindos sonhos…
Perdidos em algum lugar
Pois quer de volta a inocência
Quer se reconfortar…

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