Pálida és tu minha esperança
Um lume vacilante diante de homens
Acostumados com sombra e bonança
Quanta falta de claridade entre reféns
Que fazem da dor um canto, uma dança
E depois se agasalham nos braços
De um pai que os trata como crianças.
Pálida és tu minha esperança
A ancorar-se em portos a esmo
Destinos de tuas andanças
Lugares ermos de passageiros
Que saibam navegar
Por mares de si mesmos.
Pálida és tu minha esperança
De encontrar homens superiores
Entre tanta futilidade e trança
Pois que encontrar-se
Consigo mesmo dói, isola
Que parece doença.

One response to “Pálida esperança”

  1. Pois é Genézio, até hoje o cabrito montês não se deixou domesticar, JÁ O HOMEM É O ADESTRADOR DO PRÓPRIO HOMEM.

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