Sou um rio que transborda
Em direção a um abismo
Abismo do imponderável
Do indecifrável do incompreensível
Mas que irresistivelmente me atrai
Como flor a uma abelha.
Sou um rio que transborda
Um rio que ainda quer mais água
E ainda mais violência
Em suas torrentes
Que lavam alma minha.
Sou um rio que transborda
Um rio que não aceita o vazio
Muito menos a intermitência
Um rio que flui entre
A agitação e remansos
Pelas sendas da existência… 

One response to “O rio de mim”

  1. O Rio de Mim (eu), também quer transbordar, invadir as campinas, alagar as savanas e desembocar no oceano da sabedoria.

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