Daqui desta esfera microscópica,
Entre as microscópicas centelhas universais
Sinto cheiro acre e a lascívia de teu despotismo.
Entre as estrelas
Contemplo teus olhos marejados de sangue,
Contemplo teus olhos marejados de sangue,
De ira, de vingança
E sanção impiedosa e inclemente
E sanção impiedosa e inclemente
A teus filhos imperfeitos,
Rebentos de tua imperfeição.
Rebentos de tua imperfeição.
Como amar-te?
Se preferes que te temas!
Se preferes que te temas!
Amar e temer
São como água e óleo…
São como água e óleo…
Onde há amor,
Senhor deprimente
Senhor deprimente
Não há espaço
Para o medo e a temeridade,
Para o medo e a temeridade,
Onde há temor,
Não existe espaço
Não existe espaço
Para o amor
Embalado pela liberdade
Por isso prefiro amar
O deus que há em mim
O meu deus EU,
Que vai além do meu peito de carne
O meu próprio deus que desconheço
Pois que ainda não conheço-me
Mas que me dá a certeza
De ser EU uma divindade
Que é soberano
Somente no universo
De meu próprio EU
Pois que o resto
É pura invenção
É tudo bobagem…
Embalado pela liberdade
Por isso prefiro amar
O deus que há em mim
O meu deus EU,
Que vai além do meu peito de carne
O meu próprio deus que desconheço
Pois que ainda não conheço-me
Mas que me dá a certeza
De ser EU uma divindade
Que é soberano
Somente no universo
De meu próprio EU
Pois que o resto
É pura invenção
É tudo bobagem…



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