A partir da idéia do Eterno Retorno se aprende a esperar as grandes felicidades desfrutando das pequenas alegrias, isso porque o instigante filósofo alemão, mais do que discussões a respeito de um ciclo temporal, propõe ao ser uma autoavaliação: o que fez e o que está fazendo da vida? Ou seja, se fez até aqui as escolhas certas e se está caminhando por caminhos seguros que não lhe causem arrependimentos futuros.
Nietzsche questiona quem o lê, se realmente ama a vida que leva a ponto de querer repeti-la pela eternidade ou se há algo a ser consertado, pois, isso implica em reviver todas as dores, conquistas e alegrias sem a menor alteração. Questiona ainda, se existe amor suficiente na existência para que diante da hipótese de repeti-la infinitamente o ser a faça com alegria sem hesitar e/ou reclamar.
Longe de ser uma negação pessimista da vida, Nietzsche instiga o ser a viver com alegria optando sempre pelas melhores escolhas. O homem segundo o filósofo, tem o direito de construir sua felicidade, isto é, “os homens não têm de fugir à vida como os pessimistas, mas como alegres convivas de um banquete que desejam suas taças novamente cheias, dirão à vida: uma vez mais”.
A vida, a existência em si é muito breve. É um erro agirmos como se maquinas fossemos, ou seja, repetir sempre as mesmas coisas. Não percebemos, mas, na repetição edificamos o maior obstáculo a criação e a felicidade humana, o aleijamento do ser… a monotonia. O sim à vida, significa desprender das correntes que prendem o homem pelo tornozelo não o deixando caminhar verdadeiramente pela existência. Amar a vida é ter em mãos o leme da própria existência.
O conceito de Eterno Retorno aponta que a vida é curta, efêmera, fugaz e o tempo não pára para pedir as horas, como disse Shakespeare “Um dia você aprende (…) que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores (…)”. Assim sendo, a responsabilidade pela felicidade e amor à vida, cabe unicamente ao ser e a mais ninguém.



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