Ruas e vielas íngremes
Sol claro calor abrasador
Beijando os casarões do porto
Que fitam estáticos o velho rio.

És assim Corumbá legendária
Um misto de passado e abandono
Fizestes história, tivestes tuas glórias
E hoje jaz descuidada tua memória.

Maltrataste meus olhos Corumbá
Deixaste-me impaciente
Ao tropeçar a cada esquina
Num viciado ou pedinte.

Ah Corumbá sei que podes reverter
A imagem que guardei de ti
Ao aproveitar melhor tua história
No porto teus casarões, tua memória.

Ah Corumbá, confesso-te doeu-me o coração
Por seres tão linda e tão mal explorada
Fui a ti como um mochileiro turista
E ninguém deu informações corretas a este artista.

Ah Corumbá, desminta-me, por favor,
Diga-me que foi só a primeira impressão
Diga-me que estive no dia, local, e hora errados
E que tudo que vi não é real, foi alucinação…

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