No universo incomensurável
Existe uma partícula de pó
Uma galáxia, um conglomerado
Nela existe entre milhõe de bilhões
Um outro micro do micro pó
Com seres de inteligência instável
E tão presunçosos
Que chega dar dó.

Se dizem inventores do conhecimento
Sem perguntarem-se para que serve
Diante da indiferença do Universo
Do qual se sentem o centro
E a razão de seu movimento.

Oh pretensão descabida
Em estar onde nunca esteve perto
E não estará por eternidades a fora
Pois tudo passa, tudo é espectro
Tudo é chegada e partida
Tudo tem um limite
Menos a presunção hominídea.

O mundo nunca foi o que sonhei
Oh infortúnio! Oh miséria!
Descobrir que o Mundo
Numa reflexão séria
Não existe em prol de minha razão de ser
Se tudo é tão rápido, como hei de ter?
O que será agora de mim?
Oh não! Sou apenas variação da matéria
Limitado entre um inicio e um fim…

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