Noite dama suprema das estrelas
Embebidas de claridade em teu longo vestido
Que veste quando o sol se cansa dos humanos.
Ainda bem que existes, princesa da escuridão,
Mãe dos poetas, bálsamo de ilusão.
Noite fiel companheira e silêncio
Respeitosa inclina-te ao som das cachoeiras
E ao vôo da coruja sentinela;
Contemplo-te de meu átrio risonho
Ou do encosto de minha janela.
Noite avatar de minha inspiração
Em teus cabelos negros mergulho
Num mar de paz e contemplação;
A ti espero, a ti quero
Para escrever com alma e coração.



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